RABETAS

TAILS

Vamos abordar nesta matéria, um estudo a respeito dos diversos modelos de rabetas existentes no mercado,  seu funcionamento dentro d’água, suas qualidades e deficiencias

O outline é historicamente a referência mais considerada pelo surfista ao avaliar a performance de uma prancha. A rabeta faz parte do outline e há vários tipos disponíveis no mercado como squash, swallow e round pin, por exemplo, que são as mais comuns.

Cada uma influencia de maneira diferente o arco que a prancha faz na onda em cada mudança de direção. Mas, o que realmente faz diferença é a largura da rabeta, onde maior área significa maior projeção.

MAIS LARGAS
Se o surfista consegue afundar uma maior parte da prancha para dentro de água durante as manobras, consegue maior impulsão (projeção). É a mesma teoria de quando  afundamos uma bola dentro d´água... se estiver cheia de ar, pulará para fora d´água com maior impulsão. Por isso, quanto maior a área (largura) da rabeta, melhor a performance em  ondas pequenas.

MAIS ESTREITAS
Rabetas com menor área, inversamente impulssionam menos, mas quem precisa de impulsão em ondas grandes? Por serem mais estreitas (menor área), são mais coladas na água, proporcionando maior conforto e segurança, especialmente em ondas maiores e mais fortes.

 

 

RABETAS PARA O DIA A DIA

Nas pranchas para o dia a dia, a Round Squash há décadas tem sido a mais popular, desde o surgimento das triquilhas, por sua versatilidade. Alguns preferem a rabeta Round Round, especialmente quem gosta de ondas mais cavadas ou tem o peso do corpo mais apoiado no pé dianteiro. Muitos surfistas confundem a round round com a round pin ... a diferença é que a primeira é bem redonda ou quase sem ponta, possuindo maior área na extremidade. Uma round pin não teria a projeção necessária para o surfe do dia a dia, especialmente quando em ondas pequenas e/ou sem força.

                                Round Squash                                                                      Round Round
       

Importante frisar que a Round Round é bastante versátil, porém, não possui a mesma área (largura) de uma Swallow ou uma Squash, sendo por isso mais indicada para ondas um pouco mais cavadas e com alguma pressão. Em compensação, inverte a direção em menor espaço de onda, e com mais agilidade no movimento, sem perder a fluidez.


Já a Spider é uma variação de Round Round que criei para ondas cavadas, que inverte ainda mais a direção da prancha na troca de bordas, por intermédio do cruzamento do fluxo de água através da rabeta.

A Thumb Tail surgiu na Australia ha alguns anos. Comumente confundida com a round round e a round squash em função da semelhança física, na verdade, a Thumb é um meio termo entre as duas: reúne a projeção da Round Squash com a fluidez e o arco mais fechado da Round Round. É uma excelente opção para pranchas do dia-a-dia e pode ser usada para qualquer tipo de onda, mesmo grandes, bastando reduzir a área.

A Diamond também já foi outrora muito popular, mas continua sendo bastante funcional sendo e volta e meia é lembrada pelos melhores shapers. A ideia é que a borda, cerca de uma polegada mais curta que a extensão da prancha, permita que ela funcione como se fosse menor, tornando mais ágil a troca de bordas e a inversão de direcção na onda.

 

RABETAS PARA ONDAS MAIORES

Para ondas maiores, estreitamos a área da rabeta de acordo com o aumento no tamanho da prancha. A Round Pin predomina em pranchas projetadas para ondas maiores. Qualquer outra rabeta pode ser utilizada, bastando reduzir a área da rabeta...desta maneira elas passam a ser “mini alguma coisa”... Por exemplo, uma Mini Swallow pode ser uma ótima opção para ondas maiores e cavadas como Pipeline e Teahuppo, proporcionando maior drive, impulsão e segurança, por atuar mais diretamente em conjunto com o lado da borda em que o surfista estiver aplicação seu peso na manobra.

 

RABETAS PARA ONDAS PEQUENAS

 

                                   Moby Dick
Para as marolas, a Swallow sempre foi a mais popular, especialmente quando entra o verão. Sendo a mais larga das rabetas, ela é a que proporciona maior projeção, o que é muito necessário em se tratando de ondas fracas. Permite uma linha de surfe ágil e quebrada, sendo mesmo ideal para ondas pequenas, onde a distancia entre a base e o lip é menor. Existem diversas variações da swallow:

A Round Swallow, também conhecida como half moon, tem se tornado bastanet popular nos últimos anos. É uma rabeta que permite um arco mais curto e redondo, em comparação a uma swallow tradicional (reta), e manobras mais verticais e pivoteadas, em função do seu formato interno curvilíneo.


A Vamp nada mais é do que a insólita combinação de swallow com round, que funciona muito bem em marolas, com a quebra de linha característica de uma swallow, combinada com a fluidez de uma round na passagem de uma manobra para outra. Interessante avaliar a performance em nível competitivo. Em 2001, competindo com essa rabeta, Cristiano Guimarães foi vice-campeão brasileiro e Claudemir Lima ficou em terceiro no circuito Super Trials, o atual Brasil Tour.

    

 

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